Câmara de Penha decidiu, por unanimidade, cassar o mandato do vereador Luciano de Jesus do partido PP após uma longa sessão de julgamento. A votação ocorreu no dia 22 de outubro de 2023, e durou cerca de cinco horas, sendo transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Legislativo.
A decisão foi baseada no parecer final da Comissão Parlamentar Processante (CPP), que concluiu que houve quebra de decoro parlamentar. Dos 13 vereadores, apenas 12 participaram da votação, pois o vereador Maurício Brockveld (MDB), autor da denúncia que originou o processo, não votou devido a um impedimento regimental. Os 11 vereadores que estavam aptos a votar acompanharam integralmente a recomendação da comissão, resultando na perda definitiva do mandato de Luciano de Jesus.
Origem da Investigação
A investigação que levou à cassação teve início após uma operação do Gaeco, órgão ligado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Essa operação apura supostas irregularidades envolvendo agentes políticos e servidores da Câmara Municipal de Penha, incluindo crimes de peculato e concussão. Entre as acusações, está a existência de um esquema conhecido como “rachadinha”, onde servidores seriam obrigados a repassar parte de seus salários.
Desdobramentos e Consequências
Durante a operação, foram cumpridas medidas cautelares, resultando na prisão de Luciano de Jesus e do ex-chefe de gabinete Fabrício de Liz. As prisões foram fundamentadas em elementos coletados durante a investigação, com o objetivo de preservar provas e assegurar o andamento do processo. A abertura da CPP foi aprovada pelos vereadores, que analisaram documentos e ouviram testemunhas, garantindo ao investigado o direito à defesa.
A votação unânime da Câmara reflete a gravidade dos fatos analisados e marca um episódio político significativo na história recente de Penha. Embora a cassação tenha encerrado o processo político, as investigações do Ministério Público continuam, com a análise de documentos e movimentações financeiras.
Opinião
A cassação de Luciano de Jesus destaca a importância da ética e da transparência na política, refletindo as demandas da sociedade por uma gestão pública responsável.





