A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou nesta segunda-feira (22) contra a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa do Instituto AtlasIntel por associar o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A pesquisa, registrada sob o número BR-06939/2026, foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio de 2026, com a participação de 5.032 pessoas. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.
Decisão de Nunes Marques e manifestação da PGE
A decisão de Nunes Marques, proferida em 9 de junho de 2026, apontou uma possível influência indevida sobre os entrevistados. O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que não há elementos que justifiquem a suspensão da pesquisa e que a Justiça Eleitoral não deve interferir nos temas apresentados pelos institutos de pesquisa, exceto quando houver quebra de imparcialidade.
Reação do PL e defesa da AtlasIntel
O Diretório Nacional do PL alegou que a pesquisa manipulou a opinião dos entrevistados, utilizando “estímulos narrativos” negativos antes das perguntas sobre intenção de voto. No entanto, a PGE destacou que não ficou comprovada tal manipulação e que a veracidade dos fatos não foi negada por Flávio Bolsonaro.
A AtlasIntel, em sua defesa, afirmou que o questionário respeitou sua autonomia metodológica e que as perguntas visavam aferir a percepção do eleitor sobre fatos amplamente divulgados. A empresa também ressaltou que o uso de componentes audiovisuais ocorreu apenas após a coleta da intenção de voto.
Opinião
A situação revela a complexidade das pesquisas eleitorais e seu impacto nas campanhas, além de expor a tensão entre instituições e partidos no cenário político atual.





