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A 18ª Marcha da Maconha em SP exige legalização e critica criminalização

A 18ª Marcha da Maconha em SP exige legalização e critica criminalização

Na tarde do dia 21 de junho de 2026, a 18ª Marcha da Maconha tomou conta da Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), reunindo dezenas de milhares de pessoas em um protesto que clamava pela legalização da maconha no Brasil. Os manifestantes expressaram sua indignação contra os efeitos da criminalização da planta, que, segundo eles, sobrecarrega o sistema prisional e gera preconceito em relação ao uso medicinal e terapêutico.

Com a presença de 672 mil pacientes que utilizam cannabis para tratamento no Brasil, o evento trouxe à tona a importância da regulamentação da cannabis, especialmente para aqueles que dependem de produtos à base de cannabis sativa. Estima-se que 50 mil pessoas no país declaram se tratar com esses produtos, mas a falta de aceitação social ainda dificulta a regulamentação.

Perfil Diversificado dos Participantes

A diversidade no perfil dos participantes foi notável, com a presença de idosos, jovens adultos e famílias. A professora de educação infantil, Stephanie Oliveira, participou pela primeira vez e trouxe sua mãe, que utiliza cannabis medicinal para tratar problemas de saúde. Ela compartilhou sua hesitação em expor sua participação nas redes sociais, mas decidiu se posicionar em favor do movimento, destacando a importância da discussão sobre direitos.

Durante a marcha, camisetas e cartazes traziam mensagens impactantes, como “Maconha não mata, mas o feminicídio, sim”, refletindo a necessidade de um debate mais amplo sobre a legalização da maconha e suas implicações sociais.

Apoio à Legalização e Críticas à Criminalização

Os organizadores e participantes da marcha criticaram a criminalização da maconha, ressaltando que a proibição não apenas prejudica aqueles que precisam do uso medicinal, mas também perpetua estigmas e preconceitos. O evento foi uma oportunidade para ativistas e organizações ligadas ao debate sobre a regulamentação da cannabis se unirem em um chamado à ação.

Opinião

A marcha evidenciou a urgência de uma discussão mais aberta e informada sobre a legalização da maconha no Brasil, destacando a necessidade de políticas que respeitem os direitos dos pacientes e promovam a saúde pública.