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Estatuto Digital da Criança e do Adolescente exige alvará judicial para monetização

Estatuto Digital da Criança e do Adolescente exige alvará judicial para monetização

A partir desta semana, crianças e adolescentes que atuam em redes sociais precisam de autorização judicial para a exposição comercial de seus conteúdos. Essa determinação faz parte do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e visa proteger o desenvolvimento saudável dos menores.

Regras de Monetização e Validade dos Alvarás

As plataformas digitais, como YouTube, Instagram e Facebook, estão proibidas de monetizar conteúdos que explorem a imagem de menores sem o devido alvará. Caso contrário, os conteúdos devem ser suspensos até que a situação seja regularizada. Os alvarás terão validade máxima de 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes, e a nova norma se aplica a todas as crianças brasileiras, mesmo aquelas que residem no exterior.

Banco Nacional de Alvarás e Padronização

Uma proposta para a padronização de alvarás será apresentada pelo Comitê Consultivo no dia 23 de outubro. O documento sugere a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), que permitirá a fiscalização e controle social das atividades artísticas dos menores.

Diretrizes de Proteção e Fiscalização

As novas regras também estabelecem que a solicitação do alvará deve ser feita na Vara da Infância e da Juventude da cidade onde a criança reside, e que a frequência escolar deve ser comprovada. Além disso, os rendimentos obtidos com a atividade digital devem ser revertidos em benefício da criança, com sugestões de depósitos em contas poupança.

Fiscalização e Responsabilidades

O Ministério da Justiça destaca que a concessão do alvará não exclui a atuação de órgãos de fiscalização do trabalho, que continuam responsáveis por apurar casos de trabalho infantil irregular e outras violações. As plataformas digitais poderão consultar se um canal possui alvará e se as condições estão sendo cumpridas, garantindo assim a proteção dos menores.

Opinião

As novas regras são um avanço importante na proteção dos direitos das crianças e adolescentes no ambiente digital, garantindo que sua exposição comercial ocorra de forma segura e regulamentada.