A prefeitura de Campo Grande publicou, no diário oficial, um reajuste de 49,2% concedido à empreiteira RR Barros Serviços e Construções Ltda apenas quatro meses após a assinatura do contrato, que ocorreu em 5 de janeiro de 2026, no valor de R$ 4.832.984,29.
O reajuste foi oficializado em 28 de abril de 2026, quando um aditivo de 19,7% elevou o valor do contrato para R$ 5.786.083,88. Além disso, em 12 de fevereiro, o contrato já havia sido corrigido em 29,4%, totalizando um aumento que fez o valor final do contrato após todos os reajustes atingir R$ 7.210.847,64.
Até o momento, mais de 76% do valor total do contrato já foi empenhado, com R$ 5.494.763,76 empenhados e R$ 3,5 milhões efetivamente pagos à RR Barros para serviços de tapa-buracos em bairros como Tijuca e Coophavila.
Operação ‘Buracos Sem Fim’
O reajuste de 19,7% foi concedido apenas duas semanas antes do início da operação ‘Buracos Sem Fim’, desencadeada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público Estadual. A operação revelou supostas fraudes envolvendo a empreiteira Rial, que possui contratos superiores a R$ 113 milhões entre 2021 e 2025.
Na operação, sete pessoas foram presas, incluindo o proprietário da Rial e cinco servidores públicos, que foram liberados um mês depois. Entre os detidos estava o ex-servidor Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela fiscalização do contrato com a RR Barros.
O escândalo vem à tona em um momento em que a cidade enfrenta graves problemas de infraestrutura, com asfalto repleto de buracos, enquanto pagamentos por serviços não realizados eram autorizados.
Opinião
Os constantes reajustes e a proximidade de escândalos levantam questionamentos sobre a transparência e a gestão dos contratos públicos em Campo Grande.





