Um novo e preocupante relatório do Unicef, intitulado Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, revela que cerca de 1,1 bilhão de crianças e adolescentes em todo o mundo estão expostos a riscos climáticos que ameaçam sua saúde e sobrevivência. No Brasil, a situação é alarmante, com 16 milhões de crianças enfrentando três ou mais riscos climáticos, o que equivale a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiros.
Dados alarmantes sobre crianças no Brasil
O estudo aponta que, considerando a exposição a dois ou mais riscos, mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (ou seja, 6 a cada 10) no Brasil convivem diariamente com essas ameaças. Entre os riscos identificados estão ondas de calor, secas e poluição do ar, que afeta 95% das crianças brasileiras, totalizando aproximadamente 47 milhões de jovens. Além disso, 5,6 milhões estão expostas à malária.
Impactos globais e regionais
Globalmente, o relatório destaca que mais de 296 milhões de crianças vivem em áreas afetadas por secas, calor extremo e ondas de calor. Na região do Sahel, mais de 4 milhões de crianças enfrentam uma tripla ameaça climática. O relatório também menciona que, em 2025, mais de 336 mil pessoas no Brasil foram afetadas por desastres climáticos, um reflexo do aumento das ameaças climáticas.
Recomendações do Unicef
Para enfrentar essa grave situação, o Unicef recomenda ações urgentes, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e a criação de políticas que protejam as crianças e garantam serviços públicos resilientes. A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, enfatiza que a vida das crianças está sendo severamente impactada por fenómenos climáticos, como ondas de calor e enchentes. O relatório busca orientar governos e tomadores de decisão a investirem em serviços que garantam a segurança e o bem-estar das crianças.
Opinião
A crescente exposição das crianças a riscos climáticos é uma urgência que demanda atenção imediata das autoridades e da sociedade, pois o futuro das próximas gerações está em jogo.





