Em apenas 15 dias do mês de junho de 2026, Campo Grande está prestes a superar o número de homicídios dolosos registrados nos últimos dez anos. De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram contabilizados oito casos e nove vítimas, mas esse número pode aumentar, já que alguns homicídios ocorridos no fim de semana ainda não foram computados.
Se essa tendência continuar, o mês pode ultrapassar o recorde de homicídios de 2016, quando foram registrados 13 casos e 17 vítimas. Até agora, em 2026, Campo Grande já contabilizou 57 homicídios e 62 vítimas.
Casos recentes de homicídio
No último fim de semana, cinco mortes foram registradas na capital. No dia 13 de junho, Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido como “Garrafinha”, foi executado a tiros em frente a uma tabacaria na Avenida Manoel Joaquim de Moraes, no Jardim Leblon. O jovem não sobreviveu ao ataque.
Ainda no dia 13, durante o jogo entre Brasil e Marrocos, outro assassinato chocou a população. Claudemar Ferreira Alves, de 32 anos, foi morto a tiros em plena Praça Lucas Andrade Cardoso, conhecida como Arena Tony Gol, no Jardim Colibri. O crime ocorreu em um momento de grande aglomeração, durante o intervalo da partida.
Na madrugada de domingo, uma colisão entre veículos resultou em um homicídio no Bairro Macaúbas. Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, foi morto com um tiro no olho esquerdo após um acidente de carro. O incidente aconteceu em frente à Conveniência Cafezais, um local que já foi cenário de outros crimes violentos.
Outro caso registrado no mesmo dia envolveu Renan Rodrigues Vaz, de 30 anos, que foi espancado em sua casa, no Jardim Presidente. Imagens de câmeras de segurança mostraram a ação dos criminosos, que invadiram a residência e agrediram a vítima.
Por fim, na madrugada de 15 de junho, um homem foi assassinado a facadas no Jardim das Macaúbas. O corpo foi encontrado em um terreno baldio na Rua São Pio de Pietrelcina, próximo à Escola Municipal Plínio Barbosa Martins. Detalhes sobre este caso ainda são escassos.
Opinião
A crescente onda de violência em Campo Grande acende um alerta sobre a segurança pública na cidade, exigindo uma resposta efetiva das autoridades.





