Internacional

Omar Abdulkadir Artan é deportado e recebe salário integral da Fifa; polêmica cresce

Omar Abdulkadir Artan é deportado e recebe salário integral da Fifa; polêmica cresce

A Fifa encontrou uma solução para a polêmica envolvendo o árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo de 2026. A entidade confirmou que o profissional receberá seu salário integral por seu trabalho, mesmo sem ter conseguido atuar nos gramados norte-americanos.

Artan, reconhecido como o melhor árbitro do continente africano, ficou 11 horas retido no aeroporto de Miami, onde teve seu passaporte diplomático rejeitado, resultando em sua deportação para a Turquia. Ele foi acusado de ter ligações com terroristas, o que gerou grande controvérsia e críticas.

Reações e solidariedade internacional

Apesar da situação, Canadá e México expressaram solidariedade ao árbitro, mas não conseguiram abrir exceções para que ele atuasse em suas competições, já que todos os árbitros devem estar concentrados nos Estados Unidos. A taxa de arbitragem para a Copa de 2026 é de pouco mais de R$ 500 mil, conforme reportado pelo jornal inglês Mirror.

Após sua deportação, Omar Artan acusou os Estados Unidos de preconceito, afirmando: “Acho que eles têm um problema com o meu país”. Ele lamentou não ter conseguido realizar seu sonho de apitar na Copa e expressou seu desejo de participar da Copa de 2030, quando terá 38 anos.

Escalação e futuro promissor

Após retornar à Somália, Artan recebeu uma recepção calorosa e já foi escalado pela Uefa para apitar a final da Supercopa da Europa, que ocorrerá em Salzburg, na Áustria, no dia 12 de agosto, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa.

Defesa da decisão dos EUA

O diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, defendeu a decisão de barrar a entrada de Omar Artan, alegando que ele manteve contato recente com indivíduos considerados uma ameaça à segurança nacional. Giuliani não apresentou provas públicas que sustentem as acusações, mas afirmou que a administração tem a prerrogativa de impedir a entrada de qualquer cidadão estrangeiro que tenha comunicações com pessoas classificadas como “más”.

Opinião

A situação de Omar Abdulkadir Artan levanta questões importantes sobre preconceito e segurança, além de destacar a complexidade das relações internacionais no mundo do esporte.