O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, revogou a prisão preventiva do ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, e de outros quatro suspeitos envolvidos em um esquema milionário relacionado ao contrato de tapa-buraco. As prisões ocorreram no dia 12 de maio, durante a Operação Buraco sem Fim, conduzida pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) em uma investigação sobre corrupção na secretaria de obras da Capital.
Medidas Cautelares e Liberação
Com a decisão, os investigados serão liberados sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, a obrigação de manter o endereço residencial e telefone atualizados, além de comparecer a todos os atos processuais para os quais forem intimados. Além de Rudi Fiorese, a decisão se estende a Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor), Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor), Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial) e Mehdi Talayeh (ex-servidor).
Histórico da Operação
Outros dois envolvidos, Antônio Roberto Bitencourt Teixeira Pedrosa (empresário) e Edivaldo Aquino Pereira (ex-servidor), já tiveram suas prisões revogadas anteriormente. O pedido de revogação foi feito pela defesa dos acusados, que argumentou que a fase investigativa já havia sido encerrada e que não havia elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão. O MPMS, por sua vez, se manifestou contra o pedido, citando a gravidade dos fatos e o risco de reiteração delitiva.
Esquema Milionário
A Operação Buraco sem Fim desmantelou um esquema que fraudava contratos de tapa-buraco em Campo Grande. A Construtora Rial faturou, entre 2018 e 2025, um total de R$113.702.491,02 em contratos e aditivos. Durante a operação, foram encontrados R$429 mil em dinheiro em dois endereços e R$233 mil em outro imóvel. No total, foram cumpridos sete mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão.
Opinião
A decisão do juiz Waldir Peixoto Barbosa levanta questões sobre a eficácia das medidas cautelares em casos de corrupção, especialmente em esquemas complexos como o desmantelado pela Operação Buraco sem Fim.





