O endividamento das famílias brasileiras alcançou um novo recorde, atingindo 81,6% da população, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse dado alarmante foi divulgado na última quarta-feira, 10 de junho de 2026, e representa o quinto recorde consecutivo, superando os 80,9% de abril e os 78,2% de maio do ano passado. Desde o início do levantamento, que começou em 2010, este é o maior índice registrado.
A inadimplência também subiu, alcançando 29,9%. A pesquisa, que faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), revela que a dependência dos brasileiros em relação a modalidades de crédito de curto prazo é alarmante, com o cartão de crédito sendo utilizado por 84,6% dos consumidores. Os carnês de loja e o crédito pessoal aparecem em seguida, com 16,1% e 13,1%, respectivamente.
Taxas de Juros e Inadimplência
O cenário é ainda mais preocupante considerando a taxa de juros do crédito rotativo, que está em 428,3% ao ano. A inadimplência entre as famílias que recebem até 3 salários mínimos disparou, atingindo 38,6% em maio, um aumento de 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Expectativas Futuras e Críticas ao Governo
As projeções da CNC indicam que o número total de endividados deve continuar em ascensão, mesmo com o lançamento do programa federal Desenrola 2, que começou a operar em maio. Essa alta no endividamento contrasta com as promessas feitas pelo presidente Lula durante a campanha de 2022, quando ele afirmou que trabalharia para reduzir o número de brasileiros inadimplentes e renegociar as dívidas de 80 milhões de pessoas.
Opinião
A crescente taxa de endividamento das famílias é um sinal claro de alerta para a economia brasileira, exigindo medidas urgentes e eficazes para mitigar essa crise.





