O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, em 07 de junho de 2026, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no Brasil. Essa medida foi tomada para evitar que a oferta de energia superasse a demanda, o que poderia resultar em apagões. Este é o primeiro acionamento do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, que foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2025.
O problema ocorre em feriados prolongados e datas comemorativas, quando a indústria e o comércio diminuem suas atividades, reduzindo o consumo de energia. Em dias ensolarados, como o Dia dos Pais de 2025, a geração de energia a partir de painéis solares aumenta significativamente. No referido dia, 40% da energia gerada no país era proveniente de fontes solares. Para evitar sobrecarga no sistema, o ONS teve que desligar usinas hidrelétricas, solares e eólicas.
A ativação do plano emergencial foi anunciada no dia anterior, e o ONS solicitou a redução da geração centralizada sob sua responsabilidade. No entanto, essa ação não foi suficiente para eliminar o risco de excesso de oferta, levando o ONS a acionar distribuidoras para que também reduzissem a geração em suas áreas de concessão.
Doze concessionárias atenderam ao pedido do ONS, entre elas: CPFL Paulista, Cemig, Energisa MT, Copel, Neoenergia Elektro, Celesc, Equatorial Goiás, Energisa MS, Neoenergia Coelba, RGE, EDP Espírito Santo e Neoenergia Pernambuco.
Opinião
A ativação do plano emergencial pelo ONS reflete a necessidade de um equilíbrio entre oferta e demanda no setor elétrico, especialmente em períodos de alta geração solar.





