A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) deu início, em maio de 2026, ao monitoramento das Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) que atuam nas comunidades afetadas pelo crime da Barragem de Fundão. A ação foi designada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e busca acompanhar a execução de quatro anexos do eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce.
Monitoramento nas comunidades
O monitoramento está sendo realizado em cinco ATIs localizadas em municípios de Minas Gerais, incluindo Mariana, Acaiaca, Timóteo, Rio Casca, São José do Goiabal, Ipatinga, Governador Valadares e Tumiritinga. Durante uma semana, equipes da Anater realizaram reuniões técnicas e espaços participativos com as comunidades atendidas.
Conquista e suporte às comunidades
A Gerente Extraordinária de Reparação da Bacia do Rio Doce, Adriana Aranha, destacou a importância de ouvir as comunidades para entender os desafios enfrentados. “As ATIs são uma conquista dos atingidos, garantida pela Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), assinada em 2023 pelo presidente Lula”, afirmou.
As ATIs têm a função de fornecer suporte técnico às comunidades, informando sobre os programas e projetos do Novo Acordo e auxiliando no acesso às políticas de reparação. Flavia Gondim, coordenadora de ATIs na Gerência do Rio Doce, enfatizou que o monitoramento é essencial para fortalecer a escuta das demandas locais.
Resultados e próximos passos
Com 20 contratos de ATIs já assinados e R$ 83 milhões pagos para a realização do trabalho, a Anater busca garantir que as ações cheguem efetivamente às comunidades atingidas. O monitoramento será realizado a cada seis meses e inclui acompanhamento de espaços participativos e aplicação de questionários.
O coordenador da Unidade Territorial do Alto Rio Doce, Marcos Nunes, ressaltou que o objetivo é fazer com que as ações das ATIs sejam bem-sucedidas e que as comunidades sejam protagonistas no processo de reparação.
Opinião
O monitoramento das ATIs representa um passo importante para assegurar que as comunidades atingidas pelo crime da Barragem de Fundão tenham acesso aos seus direitos e possam participar ativamente do processo de reparação.





