Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL-RJ, intensifica seu discurso religioso para conquistar e consolidar o apoio do eleitorado evangélico. Em meio à pré-campanha, o senador participa da Marcha para Jesus, que ocorre em São Paulo no dia 5 de junho de 2026, um evento que reúne lideranças evangélicas de diversas denominações e se tornou um espaço político significativo.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada no final de maio, revela que Flávio possui 66,6% das intenções de voto entre os evangélicos, enquanto Lula aparece com apenas 22,9%. Além disso, 74,1% dos evangélicos afirmam que Lula não merece um novo mandato. A aprovação do governo Lula nesse segmento é de apenas 23,3%, o que demonstra a resistência do eleitorado evangélico em relação ao petista.
Participação na Marcha para Jesus
O evento, que ocorre no dia 5 de junho, serve como uma plataforma para Flávio reforçar sua presença entre os evangélicos. Juntamente com ele, estarão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, que também participa da marcha. Essa presença é uma tentativa do governo Lula de se aproximar das lideranças evangélicas, apesar das dificuldades enfrentadas.
Estrategia de comunicação
A pré-campanha de Flávio tem se concentrado em mensagens religiosas, com referências bíblicas e discursos sobre fé e “batalha espiritual”. Ele busca não apenas novos eleitores, mas também consolidar a lealdade de sua base. Em vídeos, Flávio cita passagens bíblicas e associa sua trajetória política a conceitos evangélicos, afirmando que sua força vem da fé.
Desafios para Lula
Enquanto Flávio busca fortalecer sua posição, o governo Lula enfrenta a resistência dos evangélicos. A presença de Jorge Messias na Marcha para Jesus é uma tentativa de reduzir essa rejeição, mas a relação continua tensa, com Messias tendo sido vaiado em eventos anteriores. O teólogo Dione Caruzo observa que a resistência dos evangélicos a Lula se intensificou com o movimento bolsonarista, que promoveu uma maior conexão entre os valores conservadores e as lideranças religiosas.
Opinião
A crescente polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula reflete não apenas uma disputa política, mas também uma batalha por corações e mentes dentro de um eleitorado cada vez mais segmentado.





