Internacional

Governo Trump ordena ataques que matam mais de 200 na América do Sul; Petro critica

Governo Trump ordena ataques que matam mais de 200 na América do Sul; Petro critica

A campanha de bombardeios dos Estados Unidos próxima à América do Sul contra embarcações e indivíduos suspeitos de envolvimento no tráfico de drogas já resultou em mais de 200 mortos e mais de 60 ataques, conforme reportado pelo New York Times. Os ataques foram ordenados pelo general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, e ocorreram entre 11 de abril e 8 de maio.

As operações do governo do presidente Donald Trump têm enfrentado críticas devido à ausência de evidências concretas de destroços ou das drogas que as embarcações supostamente transportavam. Além disso, muitos corpos não puderam ser recuperados. A legalidade dessas ações é frequentemente questionada por especialistas em Direito, que argumentam que ataques deliberados a civis não são aceitáveis, a menos que representem uma ameaça imediata.

Os impactos dos bombardeios vão além das mortes. Comunidades costeiras na Colômbia e no Equador relatam que os ataques destruíram modos de vida locais, especialmente para famílias que dependem da pesca. As lanchas usadas por pescadores são frequentemente indistinguíveis das utilizadas por traficantes, o que leva a uma confusão potencialmente fatal.

O presidente Gustavo Petro da Colômbia criticou severamente os bombardeios, chamando-os de “assassinatos” e suspendendo o compartilhamento de informações de inteligência com os militares americanos após a morte de um pescador colombiano. Apesar das críticas, o ritmo dos bombardeios aumentou, com um ataque a cada três dias e um uso intensificado de aeronaves de ataque e drones armados MQ-9 Reaper, que operam a partir de bases em El Salvador e Porto Rico.

Segundo o New York Times, a probabilidade de embarcações suspeitas escaparem da detecção militar caiu de 50% para 25%, indicando uma intensificação das operações militares na região.

Opinião

A escalada dos ataques dos EUA levanta questões sobre a eficácia e a ética das operações militares na luta contra o tráfico de drogas, impactando vidas inocentes e comunidades vulneráveis.