O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia em 31 de outubro de 2023. No banco dos réus estão Jairo Souza Santos, o padrasto, e Monique Medeiros, a mãe do menino, ambos acusados de crimes gravíssimos. O Tribunal do Júri começou a ouvir as testemunhas de defesa dos réus no sábado (30) e deve continuar durante toda a semana.
Testemunhos e Acusações
Presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o júri ouviu no domingo o engenheiro Bryan Medeiros, irmão de Monique, que foi a principal testemunha de defesa. Seu depoimento durou mais de 8 horas, onde ele fez uma descrição afetuosa da irmã, alegando que ela sempre foi uma mãe zelosa. Segundo Bryan, Monique e Jairo se conheceram pela internet e, ao longo do depoimento, ele defendeu a integridade da irmã, afirmando que ela jamais permitiria qualquer agressão ao filho.
Entretanto, a acusação, representada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, alega que Monique é cúmplice na tortura e no homicídio de Henry, que ocorreu em 8 de março de 2021. O garoto chegou ao hospital tecnicamente morto, e a denúncia afirma que Jairo espancou o menino até a morte enquanto Monique se omitia.
Provas e Contradições
O advogado assistente da acusação, Cristiano Medeiros, comentou que o depoimento de Bryan não altera o conjunto de provas do processo, já que ele não presenciou os fatos. Documentos comprovam que Henry foi lesionado sob os cuidados de Monique e Jairo. A defesa de Jairo argumenta que a fatalidade foi causada por manobras de ressuscitação, mas o médico-legista Luiz Carlos Leal Preste discordou dessa tese, afirmando que Henry apresentava múltiplas lesões.
O delegado do caso, Henrique Damasceno, confirmou que Jairo tentou pressionar a unidade de saúde a atestar a morte da criança sem a necessidade de perícia no Instituto Médico Legal (IML).
O que está em jogo?
Jairo enfrenta acusações de homicídio qualificado e tortura, enquanto Monique responde por sete crimes, incluindo homicídio por omissão qualificado. O caso tem mobilizado a atenção do público e da mídia, gerando um debate intenso sobre a responsabilidade parental e a proteção das crianças.
Opinião
O caso de Henry Borel é um triste lembrete da fragilidade da vida infantil e da importância de um sistema de justiça que proteja as crianças em situações vulneráveis.





