Economia

Aneel mantém bandeira amarela e aumenta custo da energia em junho

Aneel mantém bandeira amarela e aumenta custo da energia em junho

A Aneel anunciou em 29 de maio que a bandeira tarifária permanecerá amarela em junho. Essa decisão implica em um acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O custo adicional será de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A medida foi tomada devido ao período seco no Brasil, que resultou em uma geração hidrelétrica menor e na necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custos mais elevados.

Histórico das bandeiras tarifárias

De janeiro a abril de 2023, a bandeira tarifária esteve na cor verde, refletindo condições favoráveis de geração. Em maio, a bandeira amarela foi acionada e essa situação se estenderá para junho. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015 pela Aneel, visa refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica.

Funcionamento do sistema

As bandeiras tarifárias são divididas em cores e indicam o custo de geração de energia para residências, estabelecimentos comerciais e indústrias. A cada mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica e define a melhor estratégia para a geração e a previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há acréscimos. Contudo, com as bandeiras amarela e vermelha, a conta sofre um aumento a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,88, enquanto na bandeira vermelha, o Patamar 1 tem um acréscimo de R$ 4,46 e o Patamar 2, de R$ 7,87.

Opinião

A manutenção da bandeira amarela reflete um desafio contínuo para os consumidores, que enfrentam custos crescentes em suas contas de luz em um cenário de seca.