O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, que não será candidato ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições. A decisão frustra os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoiava Pacheco para fortalecer sua base no segundo maior colégio eleitoral do país.
Pacheco, que manifestou a intenção de se aposentar da política, afirmou que sua decisão foi tomada com tranquilidade e um sentimento de missão cumprida. O senador destacou que nunca teve a intenção de permanecer indefinidamente na vida pública, expressando seu desapego ao poder. “Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido”, declarou.
Expectativas e Alternativas
Com a desistência de Pacheco, surge uma expectativa sobre a construção de uma alternativa para o governo de Minas Gerais. O senador mencionou que, futuramente, os partidos devem se reunir para definir um nome para a candidatura ao governo, à vice-governadoria e ao Senado.
Indicações e Rumores
Além de descartar a candidatura ao governo, Pacheco negou rumores sobre uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). Ele afirmou que não tem expectativa de ingresso em tribunais superiores, ressaltando que essa questão está resolvida e é uma página virada.
A não indicação de Pacheco ao STF por Lula gerou uma crise com o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que começou a atuar contra o governo. A relação entre Pacheco e o governo se tornou tensa, apesar das tentativas de aproximação de Lula.
Opinião
A decisão de Rodrigo Pacheco marca um novo capítulo na política mineira e levanta questões sobre quem assumirá a liderança nas eleições de 2026.





