Santa Catarina

Vereador Leinha investiga A.S Construtora após ameaça de Aldacir em Campo Grande

Vereador Leinha investiga A.S Construtora após ameaça de Aldacir em Campo Grande

O vereador Wilton Candelório, conhecido como Leinha (Avante), está à frente de uma investigação contra a A.S Construtora, que venceu licitações para serviços de drenagem em Campo Grande. A situação se agravou após Leinha ser ameaçado por Aldacir Antônio da Silva Cardinal, dono da empreiteira, durante uma fiscalização na obra do bairro Jardim Monte Alegre.

Na quarta-feira (28), Leinha atendeu a um pedido da comunidade e foi até a Unidade de Saúde da Família do Botafogo para verificar a situação precária do local. Ao chegar, ele encontrou a obra da A.S Construtora ao lado da USF, que tem gerado insatisfação entre os moradores devido ao barro e buracos nas ruas.

Leinha denunciou que as obras estão paradas há um ano no Jardim Botafogo, e mesmo com o valor total da licitação sendo de R$ 8,12 milhões, a situação permanece inalterada. O vereador afirmou ter documentação que comprova os pagamentos feitos pela prefeitura à construtora e criticou a empresa por não cumprir suas obrigações.

Durante a fiscalização, Aldacir se aproximou de Leinha, exigindo que ele e sua equipe deixassem o local, ameaçando até mesmo com violência. O vereador relatou que Aldacir disse que se não saíssem, ele daria um tiro na cara de Leinha, o que levou o vereador a registrar um boletim de ocorrência contra ele e a A.S Construtora.

Além da obra do Jardim Botafogo, a A.S Construtora também é responsável pela pavimentação do Jardim Perdizes, cujo contrato, no valor de R$ 6,93 milhões, está em estado de abandono. O secretário de Obras de Campo Grande, no entanto, afirmou que as obras estão ‘dentro da normalidade’, uma declaração que Leinha questionou durante a sessão na Câmara.

Após nova visita ao local na manhã do dia 28, Leinha constatou a ausência de trabalhadores e materiais, além de irregularidades como a ligação clandestina de água e energia. A situação das obras da A.S Construtora tem gerado preocupações sobre a eficiência e a responsabilidade no uso de recursos públicos.

Opinião

A gravidade das ameaças e a ineficiência das obras levantam questões sobre a fiscalização e a responsabilidade das empresas contratadas pelo poder público.