A Procuradoria-geral dos estados de Nova York e Nova Jersey anunciou a emissão de uma intimação judicial contra a FIFA no dia 27 de setembro. A investigação se concentra nas práticas de venda de ingressos da entidade máxima do futebol, em resposta a denúncias sobre irregularidades na localização dos assentos dos torcedores para a próxima Copa do Mundo.
A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e a procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, informaram que estão exigindo detalhes específicos sobre a comercialização das oito partidas que ocorrerão em Nova Jersey, incluindo a final, marcada para 19 de julho de 2026.
Críticas e preocupações dos torcedores
As autoridades revelaram que muitos torcedores relataram não receber os ingressos na categoria pela qual pagaram. Aqueles que optaram pela “Categoria 1”, que oferece assentos próximos ao campo, foram realocados em assentos correspondentes à “Categoria 2”. A política de preços da FIFA para o Mundial de 2026, que já recebeu críticas severas, está agora sob investigação.
A procuradora Jennifer Davenport criticou a situação, afirmando que a FIFA transformou a compra de ingressos em um “teste de resistência” repleto de confusão e preços exorbitantes. “Ser honesto sobre a venda de ingressos não é complicado”, disse ela. Letitia James também enfatizou a necessidade de acessibilidade para os torcedores locais, afirmando que ninguém deve ser manipulado a pagar preços astronômicos.
O sistema de precificação dinâmica da FIFA
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, introduz um novo sistema de precificação dinâmica, onde os valores dos ingressos oscilam em tempo real com base na demanda. Isso resultou em um aumento significativo nos preços, contrastando com as estimativas originais apresentadas no livro de candidatura.
Após a pressão pública, a FIFA disponibilizou uma quantidade limitada de ingressos a partir de 60 dólares, localizados em áreas menos procuradas dos estádios. Em março, parlamentares norte-americanos enviaram uma carta à FIFA exigindo a redução dos preços, alegando que a tarifa dinâmica tornou o evento excludente.
Reações políticas e defesa da FIFA
A situação gerou reações no alto escalão político. A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, expressou apoio à investigação, afirmando que “ninguém tem o direito de explorar os torcedores”. Por outro lado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu o sucesso comercial do evento, mencionando que mais de 500 milhões de solicitações de ingressos foram registradas, refletindo a alta demanda pelo torneio.
Opinião
A investigação sobre os preços abusivos de ingressos para a Copa do Mundo de 2026 é um passo importante para garantir que os torcedores tenham uma experiência justa e acessível.





