O novo Centro de Engenharia do Google em São Paulo trouxe à vida uma estrutura histórica, a reforma do Edifício Adriano Marchini, que foi originalmente construído na década de 1940. O projeto, assinado pelo escritório Brasil Arquitetura, foi executado pela Racional Engenharia e aplicou o conceito de reuso adaptativo, modernizando o interior para receber sistemas de automação predial e segurança cibernética.
Sustentabilidade e Inovação
A infraestrutura do novo centro foi desenhada com foco em sustentabilidade passiva. O projeto aproveita o sombreamento natural do terreno, além de captar ventilação e iluminação naturais. Um sistema de ar-condicionado, ativado por sensores inteligentes, é acionado apenas em momentos de alta temperatura, prevendo uso em menos de 40% dos dias do ano. No topo do edifício, painéis solares fotovoltaicos geram energia limpa e sistemas de captação de água da chuva abastecem a irrigação e banheiros.
Espaço Cultural e Colaborativo
O andar térreo do novo centro abriga uma cafeteria acessível a estudantes, pesquisadores e visitantes da Cidade Universitária. Este espaço é uma das poucas estruturas de alimentação da Big Tech no mundo com livre acesso ao público geral. O mobiliário central é uma mesa projetada por Lina Bo Bardi, feita com quatro peças maciças de madeira cumaru e capaz de acomodar até 36 pessoas, funcionando como um indutor de convívio e troca de ideias na universidade.
Exposição de Arte
Além disso, o complexo abriga uma exposição temporária com 10 fotografias de Luiz André Barroso, focando em vida selvagem e observação da natureza. A curadoria é feita por sua esposa, a cantora e compositora Catherine Warner. A cerimônia de abertura contou com trilha sonora do álbum Before Bossa, lançado por Barroso em 2023, que mistura jazz e música popular brasileira.
Opinião
A nova sede do Google em São Paulo não apenas moderniza um edifício histórico, mas também se destaca como um exemplo de como tecnologia, arte e sustentabilidade podem coexistir em harmonia.

