O Papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica Humanitas”, em 25 de setembro, abordando o uso da inteligência artificial (IA) e a concentração de poder nas Big Techs. O documento, assinado em 15 de maio, contém cerca de 43 mil palavras e já está disponível para bispos e fiéis em todo o mundo.
A encíclica propõe diretrizes éticas e uma defesa de regulação internacional da IA, enfatizando que o desenvolvimento tecnológico deve ser guiado pelo bem comum e não apenas por interesses econômicos. O Papa alerta sobre a disseminação de desinformação e os impactos que a tecnologia pode ter em guerras e na democracia.
Críticas às Big Techs
O Papa Leão XIV critica a falta de transparência das grandes empresas de tecnologia, afirmando que a concentração de poder pode gerar opacidade e desigualdade. Ele destaca que as principais entidades envolvidas no desenvolvimento da IA são frequentemente transnacionais, com recursos que superam os de muitos governos.
O documento ressalta a necessidade de marcos legais robustos e supervisão independente, afirmando que a propriedade dos dados não deve ser exclusivamente privada. O Papa adverte que a concentração de poder nas mãos de poucos pode levar a novas dependências e manipulações.
Impactos sociais e no trabalho
A encíclica também discute os riscos de precarização e substituição de empregos devido à automação. O Papa enfatiza que a proteção das oportunidades de trabalho deve ser uma prioridade, e que a busca por lucros não deve sacrificar empregos.
Além disso, o texto aborda o impacto da IA em conflitos armados, alertando que o desenvolvimento e uso da tecnologia em guerras devem ser rigorosamente regulamentados. O Papa declara que decisões letais não devem ser confiadas a sistemas artificiais.
Opinião
A encíclica “Magnifica Humanitas” traz à tona questões cruciais sobre a relação entre tecnologia, ética e sociedade, exigindo um debate profundo sobre o futuro da inteligência artificial.





