A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) adotou um tom firme ao afirmar que não há espaço para compensações a empresas devido ao fim da escala 6×1, uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Em declaração durante o programa Alô Alô Brasil, ela destacou que o governo só deve oferecer o que é necessário para garantir um dia a mais de descanso ao trabalhador brasileiro.
Contraposição a Lula
Enquanto presidente Lula sinalizou a possibilidade de compensações para setores impactados, Erika Hilton foi clara: “Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação”. A proposta do fim da escala 6×1 deve ser apreciada entre 25 e 28 de maio de 2026, conforme anunciou o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
Reação de Tarcísio de Freitas
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também se manifestou, pedindo garantias de que a mudança não afetará o poder de compra do trabalhador. Em contrapartida, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) considerou a compensação proposta por Lula como ‘não razoável’.
Críticas da Oposição
A proposta de fim da escala 6×1 é vista pela oposição como uma medida eleitoreira, com a ideia de que a definição de horas trabalhadas poderia ser mais favorável se feita por convenção. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), afirmou que a intenção é aprovar a medida ainda em maio, mês do trabalhador.
Discrepâncias no Governo
As declarações de Erika Hilton e de outros membros do governo revelam uma divisão interna, onde a ala mais radical, composta por psolistas, se opõe à ideia de compensações, enquanto Lula tenta dialogar com o setor produtivo. Essa tensão pode influenciar a tramitação da PEC e sua aceitação entre os parlamentares.
Opinião
A divergência entre os membros do governo sobre compensações revela a complexidade do debate em torno da jornada de trabalho no Brasil, refletindo diferentes interesses e prioridades.





