Os servidores municipais Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh estão presos desde o dia 12 de outubro, e a Prefeitura de Campo Grande anunciou mudanças na fiscalização dos contratos de tapa-buracos. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta segunda-feira, 18.
Edivaldo Aquino, que era um dos responsáveis por fiscalizar os serviços de tapa-buracos, foi destituído de sete contratos que estavam sob sua supervisão. Ele atuava como Gestor de Projetos, responsável por assinar as planilhas de realização dos serviços de manutenção viária na capital.
Operação Gecoc e descobertas financeiras
Na última terça-feira (12), promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro em dois endereços durante a operação que resultou na prisão de Edivaldo e Mehdi. A operação teve como foco uma empresa que presta serviços de tapa-buracos e que, segundo informações do Ministério Público, faturou R$ 113.702.491,02 entre 2018 e 2025 com contratos e aditivos.
Além de Edivaldo, também foi preso Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de obras, e outros envolvidos. Parte do dinheiro apreendido estava na residência de Edivaldo.
Novos fiscais nomeados
Para substituir os fiscais destituídos, a prefeitura nomeou Débora dos Santos Barbosa como nova fiscal, enquanto Tiago Luander Ferreira assumirá como suplente de Débora, garantindo a continuidade da fiscalização em caso de ausência.
Opinião
A mudança na fiscalização é um passo necessário diante das graves acusações e da necessidade de transparência nos serviços públicos de Campo Grande.





