Economia

Isaac Sidney critica novo Desenrola e alerta sobre endividamento alarmante

Isaac Sidney critica novo Desenrola e alerta sobre endividamento alarmante

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, manifestou críticas contundentes à nova edição do programa Desenrola, que visa lidar com o fracasso da versão anterior para a renegociação de dívidas. Em declarações feitas no dia 18 de maio de 2026, Sidney destacou que a iniciativa do governo federal é vista como genérica e, potencialmente, um estímulo ao aumento de novas dívidas.

Sidney afirmou que a resistência do setor bancário é fundamentada na preocupação de que a repactuação de dívidas, mesmo aquelas que não estão atrasadas, possa incentivar a inadimplência e impactar negativamente a racionalidade econômica das operações financeiras. “Repactuar de forma genérica dívidas que não têm atraso é estimular a inadimplência”, declarou em entrevista ao portal UOL.

Endividamento em Números

Os dados sobre o endividamento das famílias brasileiras são alarmantes. Segundo informações do Banco Central (BC), o endividamento atingiu 49,9%, representando um novo recorde histórico. Além disso, uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que 80,4% das famílias estão endividadas, o que também é um índice recorde.

A primeira versão do Desenrola foi responsável por renegociações que somaram R$ 53,5 bilhões e beneficiaram cerca de 15 milhões de pessoas. No entanto, mesmo com esses números, o endividamento das famílias não apenas se manteve alto, mas alcançou níveis históricos.

Críticas ao Programa

Sidney defende que o Desenrola não aborda as causas estruturais do endividamento, concentrando-se apenas na solução final de parcelamento. Ele enfatiza que cada instituição financeira deve analisar a situação concreta de seus clientes, pois são os bancos que conhecem melhor a trajetória de relacionamento e a capacidade de pagamento de cada um.

Opinião

A crítica de Isaac Sidney ao novo Desenrola traz à tona a necessidade de uma abordagem mais individualizada e consciente na gestão de dívidas, essencial para a saúde financeira das famílias brasileiras.