O Ministério do Comércio da China classificou como “preliminares” os acordos tarifários, agrícolas e aeronáuticos firmados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreu em Pequim entre os dias 14 e 15 de maio de 2026.
Trump se reuniu por dois dias com o presidente Xi Jinping, em um encontro que, apesar de sua pompa e retórica calorosa, trouxe poucos detalhes concretos sobre resultados em termos de comércio e investimento.
Acordos e Conselhos de Comércio
De acordo com a declaração do ministério, os dois lados concordaram em estabelecer um conselho de investimentos e um conselho de comércio para negociar reduções tarifárias recíprocas e específicas de produtos, além de cortes mais amplos em produtos não especificados, incluindo os agrícolas.
Barreiras Não Tarifárias e Preocupações Mútuas
Com relação à agricultura, a China afirmou que trabalharia para resolver barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado. O ministério destacou que o lado norte-americano promoverá ativamente a resolução das preocupações de longa data da China sobre a detenção automática de produtos lácteos e aquáticos, as exportações de bonsai em meios de cultivo para os EUA e o reconhecimento da província de Shandong como área livre de gripe aviária.
Por sua vez, o ministério chinês também se comprometeu a resolver as preocupações dos EUA sobre o registro de instalações de carne bovina e as exportações de carne de aves de alguns estados norte-americanos para a China.
Falta de Detalhes
O ministério não forneceu detalhes sobre as empresas envolvidas, nem informações sobre volumes, valores ou cronogramas relacionados aos acordos firmados.
Opinião
A reunião entre Trump e Xi Jinping revela a complexidade das relações comerciais entre as duas potências, onde acordos preliminares podem ser um sinal de avanços futuros, mas também de desafios persistentes.





