A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino em 15 de maio de 2026, revelando um esquema de proteção ao empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit e maior devedor do país, com dívidas tributárias que somam R$ 26 bilhões. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teria atuado diretamente para beneficiar Magro, que enfrenta acusações de sonegação de impostos.
Relações perigosas
A investigação aponta que Castro e Magro mantinham reuniões frequentes, incluindo uma em Nova York, onde discutiram estratégias para evitar o pagamento de impostos. A Polícia Federal afirma que a Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro se tornou uma extensão da estrutura da Refit, concedendo benefícios e decisões favoráveis ao empresário.
Lei Ricardo Magro
Em outubro de 2025, foi aprovada a chamada Lei Ricardo Magro, que visava renegociar a dívida tributária da Refit. Segundo a PF, essa legislação foi criada em um momento crítico, logo após a interdição das atividades da refinaria e a retenção de combustíveis importados.
Implicações para o estado
O relatório da PF destaca que, dos R$ 26 bilhões devidos, R$ 9,4 bilhões referem-se a impostos estaduais que não foram cobrados devido aos interesses de Castro em proteger Magro. A operação também revelou a participação de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da própria Polícia Federal no esquema.
Opinião
A situação exposta pela Operação Sem Refino levanta questões sérias sobre a integridade das instituições e a responsabilidade dos líderes políticos em proteger os interesses do estado e da sociedade.





