O dólar voltou a subir e fechou esta sexta-feira (15) acima de R$ 5, no maior nível em um mês. A moeda estadunidense encerrou o dia vendido a R$ 5,067, com alta de R$ 0,081 (+1,63%). Durante o dia, a cotação chegou a R$ 5,08 por volta das 13h antes de desacelerar no fim da tarde. O dólar acumulou alta de 3,48% na semana.
Mercado de ações em queda
A Bolsa Ibovespa também teve um dia turbulento, encerrando o pregão em queda de 0,61%, fechando aos 177.284 pontos. O índice operou sob pressão durante todo o dia, refletindo o ambiente externo mais defensivo e o aumento das preocupações fiscais e políticas no cenário doméstico.
Tensões políticas e inflação global
As tensões políticas no Brasil aumentaram as incertezas, com investidores avaliando os desdobramentos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Este clima de incerteza ampliou a busca por proteção na moeda americana. Ao mesmo tempo, a inflação ao produtor no Japão acelerou para 4,9% em abril, o que também contribuiu para a aversão ao risco no mercado.
Impacto dos preços do petróleo
Os preços do petróleo subiram mais de 3% devido ao aumento das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 3,35%, a US$ 109,26. Essa valorização reflete a falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.
Opinião
A volatilidade nos mercados financeiros, impulsionada por fatores políticos e econômicos, exige atenção redobrada dos investidores, que devem se preparar para um cenário desafiador.





