O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) reafirmou seu compromisso com a memória, a verdade e a reparação durante um ato que comemorou os 20 anos dos Crimes de Maio de 2006. O evento ocorreu em Santos (SP) e reuniu familiares, pesquisadores e representantes do poder público para discutir justiça e enfrentamento à violência de Estado.
Em seu discurso, o secretário nacional substituto de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Eduardo Luz, destacou a importância da preservação da memória e a atuação da sociedade civil na construção de respostas institucionais mais eficazes. “Duas décadas depois de um dos episódios mais graves da história recente do estado de São Paulo, muitas famílias ainda buscam respostas adequadas e justiça integral”, afirmou.
Movimento Independente Mães de Maio
O Movimento Independente Mães de Maio foi mencionado como um exemplo de luta e resistência. Luz ressaltou que “nenhuma mãe deveria transformar sua dor em luta política para ser ouvida pelo Estado”, enfatizando o papel fundamental das mulheres na construção da memória coletiva e na denúncia das violações.
Medidas de reparação e memória
O evento também destacou novas medidas de reparação, como a Estratégia Nacional de Atenção, Apoio e Acesso à Justiça para Vítimas de Violência Institucional, instituída em março de 2026, e o Centro de Memória das Vítimas de Violência do Estado, que foi anunciado no mesmo mês. Eduardo Luz afirmou que estas iniciativas são frutos da persistência das mães e familiares que exigem reconhecimento e justiça.
Crimes de Maio e Tribunal Popular
Os Crimes de Maio são considerados um dos maiores massacres de violência de Estado no Brasil, resultando em mais de 560 mortes, principalmente de jovens negros e moradores de periferias. Em maio de 2026, o Movimento Independente Mães de Maio lançou o Tribunal Popular Mães de Maio, uma iniciativa que reunirá familiares e juristas para denunciar a violência institucional e o racismo estrutural.
Opinião
A luta por justiça e memória é essencial para que episódios trágicos como os Crimes de Maio não sejam esquecidos e que suas vítimas recebam a reparação que merecem.





