Três funcionários do Aeroporto de Corumbá (CMG) foram presos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Íkaros, realizada na manhã desta sexta-feira (15) em Corumbá (MS) e Campinas (SP). Os detidos são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), utilizando a estrutura do aeroporto.
A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Corumbá, além de um mandado de prisão em Campinas. Durante a ação, um indivíduo foi detido por posse irregular de quatro armas de fogo, e aparelhos celulares e um veículo foram apreendidos. Os celulares passarão por perícia para auxiliar nas investigações.
Início da Investigação e Apreensões
A investigação que levou à prisão dos funcionários teve início em 2024, após a prisão em flagrante de um casal em São Paulo, onde foram apreendidos 100 kg de entorpecentes provenientes da Bolívia. O tráfico de drogas é uma questão crescente no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul, que é um corredor importante para a entrada de substâncias ilícitas no país.
Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) mostram que, entre 1º e 15 de maio de 2026, foram apreendidos 3.800 kg de cocaína e 1.227.280 kg de maconha no estado. Em 2025, as apreensões foram ainda mais alarmantes, com 14.651 kg de cocaína e 538.750 kg de maconha confiscados.
Desdobramentos da Operação
A Operação Íkaros destaca a atuação da PF no combate ao narcotráfico, evidenciando a colaboração de funcionários em atividades ilegais que facilitam o tráfico. A prisão desses indivíduos é um passo significativo na luta contra o crime organizado que afeta não apenas o estado, mas todo o Brasil.
Opinião
A prisão de funcionários em pontos estratégicos como aeroportos ressalta a importância de uma vigilância constante e de ações efetivas para desmantelar redes de narcotráfico que operam em território nacional.





