Na noite de 13 de setembro, alunos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um novo ato na região central de São Paulo para exigir diálogo com a reitoria. Os estudantes estão em greve há quase um mês e cobram políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários e a priorização da educação.
Durante o protesto, que se estendeu da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, os universitários também denunciaram abusos de força policial, que ocorreram durante a reintegração de posse da reitoria na semana anterior. O estudante Heitor Vinícius, do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP, destacou a importância da mobilização pacífica e a necessidade de uma mesa de negociação com a reitoria.
As pautas levantadas pelos alunos incluem a gestão dos espaços estudantis e a luta contra os cortes no orçamento da universidade. A reitoria da USP, em resposta às demandas dos estudantes, anunciou a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, que visa promover um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil. A primeira reunião da comissão será agendada em breve.
A mobilização dos estudantes também conta com o apoio de professores municipais e parlamentares de esquerda, que se unem à luta por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O clima de tensão nas ruas reflete a insatisfação crescente com a situação atual da educação pública no Brasil.
Opinião
O movimento estudantil da USP evidencia a urgência de um diálogo efetivo com as autoridades, essencial para garantir a permanência e a qualidade da educação.





