O Governo Lula anunciou o fim da polêmica “taxa das blusinhas” em 12 de maio de 2026, uma medida que promete impactar o cenário eleitoral. A taxa, que impunha um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, foi criada em meados de 2024 e gerou descontentamento entre a população, com 62% dos brasileiros considerando a cobrança um erro, segundo pesquisa de abril.
O anúncio foi feito em uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, celebrou a revogação. “Lula acaba de revogar a taxa das blusinhas!”, postou Boulos em suas redes sociais. A decisão ocorre a cinco meses das eleições, levantando questionamentos sobre o timing político da medida.
A taxa, que gerou uma arrecadação de R$ 5 bilhões em 2025, foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que argumentou que sua manutenção era crucial para preservar cerca de 100 mil empregos. Para compras acima de US$ 50, a tributação de até 60% permanece, com um desconto fixo de US$ 20.
A revogação da taxa é vista como uma estratégia do governo para recuperar a popularidade em um ano eleitoral, especialmente considerando que a medida foi amplamente criticada e considerada um entrave para a imagem do governo.
Opinião
A revogação da “taxa das blusinhas” pode ser interpretada como um movimento estratégico do governo para melhorar sua aceitação popular, mas levanta questões sobre a real eficácia de medidas impopulares em tempos de eleição.





