A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) está se mobilizando junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para atender às novas exigências da União Europeia (UE) e reverter a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina para o bloco. A atualização divulgada pela Comissão Europeia nesta terça-feira (12) deixou o Brasil fora da relação, enquanto países vizinhos como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai foram incluídos.
As autoridades europeias afirmam que o Brasil não atende às novas regras que restringem o uso de antimicrobianos na produção animal, uma medida que visa conter o aumento da resistência bacteriana aos medicamentos. Para se alinhar a essas exigências, o governo brasileiro instituiu, no dia 24 de abril, uma norma que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, vetando substâncias como avoparcina e virginiamicina.
A Abiec esclareceu que o Brasil está habilitado a exportar carne bovina até setembro e que não há proibição de exportações neste momento. A entidade representa 46 das maiores empresas do setor, responsáveis por 98% da carne produzida no país. A expectativa é que uma missão europeia ao Brasil ocorra no segundo semestre de 2026 para avançar no processo de certificação.
Vale destacar que o Brasil gerou uma receita de US$ 253,5 milhões com a exportação de carne bovina para a UE nos quatro primeiros meses de 2026, sendo um dos principais importadores. O eventual impedimento das exportações ocorrerá apenas se as garantias exigidas pelas autoridades europeias não forem apresentadas até a data estabelecida.
Opinião
A situação do Brasil em relação às exportações de carne bovina para a UE é crítica e requer uma resposta rápida e eficaz para evitar perdas significativas no setor.





