O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em 11 de maio de 2026, o Projeto de Lei nº 2.120/2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida, 12 de março, faz referência à primeira morte por Covid-19 no Brasil, marcando um momento de reflexão sobre as mais de 700 mil mortes causadas pela doença no país.
A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o evento, Lula enfatizou a imprudência nas decisões do governo anterior, afirmando: “Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado, se a gente conseguir cravar o nome dos responsáveis”. Ele também criticou a desinformação que circulava na época, que prejudicou a vacinação e contribuiu para o aumento da mortalidade.
Homenagens em Seis Capitais
Em um esforço para honrar as vítimas, homenagens serão realizadas simultaneamente em seis capitais brasileiras no dia 11 de maio de 2026, às 19h. As cidades incluem Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Manaus, onde serão projetados os nomes das vítimas e mensagens de reconhecimento ao SUS e aos profissionais de saúde.
Memorial da Pandemia
Além disso, o Memorial da Pandemia foi inaugurado em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O memorial inclui uma instalação digital com os nomes das vítimas e outras homenagens, destacando o papel da informação de qualidade durante a pandemia.
Instalação ‘Cada Nome, Uma Vida’
Durante a cerimônia de sanção, foi apresentada a instalação ‘Cada Nome, Uma Vida’, que homenageia as vítimas da Covid-19. Esta obra representa uma reparação simbólica e busca manter viva a memória coletiva, transformando dados em presença material. O projeto é uma réplica que circulará pelo país, convidando o público à reflexão sobre os impactos da pandemia.
Opinião
A criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 é um passo importante para garantir que a sociedade brasileira nunca esqueça os horrores da pandemia e a importância da ciência e da saúde pública.





