O Brasil enfrenta uma verdadeira epidemia de roubos e furtos de celulares, que se tornou um dos principais temas nas discussões políticas e eleitorais. Com uma média de 2,5 mil celulares roubados ou furtados por dia, o país registra quase 1 milhão de ocorrências anuais, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Esse problema não se limita apenas à perda material dos aparelhos, mas reflete uma crise de segurança pública sem precedentes. Estima-se que o prejuízo indireto causado por transações fraudulentas após o roubo de celulares chegue a R$ 3,5 bilhões no último ano. Esse cenário gera um impacto significativo na vida dos cidadãos, onde 42% deles, em capitais, admitem ter deixado de circular por medo de ter o celular subtraído.
Desafios para os candidatos
Com a aproximação das eleições de 2026, os candidatos a cargos executivos enfrentam o desafio de apresentar propostas concretas para lidar com essa situação alarmante. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preparando uma nova etapa do programa “Celular Seguro”, que visa integrar dados de boletins de ocorrência e rastreamento para facilitar a devolução de aparelhos aos proprietários. Essa iniciativa é uma tentativa de melhorar a popularidade do governo em meio a um cenário de insegurança crescente.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também se movimenta em busca de soluções. Ele propôs um aumento de pena para o crime de furto de celular, com o projeto de lei 494/2025, que visa tipificar o crime de forma mais severa, aumentando a pena de reclusão de quatro a oito anos.
São Paulo: epicentro da violência
São Paulo se destaca como o epicentro dessa epidemia, com bairros da zona sul, como Capão Redondo, Jardim Herculano e Parque Santo Antônio, registrando um aumento de 4.852 roubos e furtos de celulares no último ano. Esse crescimento de 14% contrasta com a queda geral de 15,5% nos índices de criminalidade na cidade.
A sensação de insegurança é palpável, e o governador Tarcísio de Freitas (PL) tenta mostrar serviço com o programa “SP Mobile”, que já recuperou mais de 23,5 mil celulares. Apesar da crise, Tarcísio permanece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.
Opinião
A crescente onda de roubos de celulares revela uma necessidade urgente de ação efetiva por parte das autoridades e candidatos, que devem priorizar a segurança pública em suas agendas eleitorais.





