Uma jovem de 20 anos registrou um boletim de ocorrência contra seu companheiro, G.M.S, de 25 anos, em Campo Grande. A vítima relatou ter sofrido agressões constantes antes e durante a gravidez, que resultaram na perda do bebê, que estava com cinco meses.
As agressões, que ocorreram de forma quase diária, incluíam socos, chutes e até um corte na orelha causado por um capacete. Em depoimento, a jovem afirmou que G.M.S a forçava a ingerir produtos, afirmando que isso faria o bebê morrer. A situação se agravou a ponto de a jovem ter que realizar um procedimento de curetagem após uma hemorragia.
Investigação e prisão
O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). A vítima solicitou uma medida protetiva de urgência e G.M.S foi preso em flagrante no dia 1º de maio. No entanto, o despacho judicial foi assinado apenas no dia 4 de maio, devido ao feriado.
O caso foi registrado como aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, além de lesão corporal no contexto de violência doméstica e dano. Duas testemunhas corroboraram a versão da vítima, incluindo sua mãe, que presenciou as agressões.
Estatísticas alarmantes
Campo Grande lidera as estatísticas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul, que acumula 7.734 vítimas em apenas cinco meses deste ano. Isso representa uma média de quase 59 mulheres por dia sofrendo algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional.
De acordo com o Monitor da Violência contra a Mulher, houve 1.067 atendimentos de emergência até abril, com a Polícia Militar sendo acionada para intervenções imediatas. Dourados e Três Lagoas aparecem em seguida nas estatísticas, mas Campo Grande se destaca como o município mais afetado.
Opinião
Este caso trágico reflete a urgência de medidas efetivas para combater a violência doméstica em nossa sociedade, onde cada dia mais mulheres são vítimas de agressões.





