A hantavirose é uma doença infecciosa aguda que vem sendo monitorada de forma constante em Santa Catarina nos últimos anos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que não há cenário de emergência sanitária ou motivo para pânico. O único registro mais recente ocorreu em fevereiro de 2026, no município de Seara, no Oeste, e a paciente evoluiu bem, com recuperação completa e alta hospitalar após 16 dias.
Santa Catarina mantém vigilância ativa para a hantavirose, com protocolos definidos para investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos suspeitos. A recente repercussão sobre o tema decorre da ampla divulgação de casos registrados em um navio de cruzeiro, situação que gerou atenção nacional e internacional. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) esclarece que a linhagem do vírus associada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina.
Transmissão e Casos Confirmados
A linhagem do hantavírus circulante em Santa Catarina não é transmissível entre humanos. A transmissão ocorre por contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados. Entre 2020 e 2026, foram registrados 92 casos confirmados no estado, sendo 26 casos apenas em 2023. O caso registrado em 2026 foi notificado em fevereiro e a paciente, moradora da área rural, permaneceu internada por 16 dias antes de receber alta.
A hantavirose é causada por vírus do gênero Orthohantavirus, transmitida principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Não há transmissão pelo ar entre pessoas nas cepas circulantes no Brasil.
Cuidados e Prevenção
A principal forma de prevenção está relacionada aos cuidados ambientais e ao controle da exposição a locais com presença de roedores. Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões e locais fechados por longos períodos. O infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual, destaca que trabalhadores rurais e pessoas expostas a ambientes naturais estão entre os grupos mais suscetíveis.
Os principais sintomas incluem febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. A DIVE reforça que a hantavirose possui baixa incidência quando comparada a outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado. As equipes de vigilância seguem realizando monitoramento contínuo e orientação técnica aos serviços de saúde.
Opinião
A informação correta é a principal ferramenta para evitar desinformação e alarmismo, permitindo que a população mantenha suas atividades normais com os devidos cuidados preventivos.





