O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Rogério Ceron, analisou a situação do Banco de Brasília (BRB) e a possibilidade de socorro financeiro. Segundo Ceron, a concessão de um empréstimo ao governo do Distrito Federal (GDF) com garantia do Tesouro Nacional só ocorreria em caráter excepcional.
Ceron destacou que, sem essa garantia, os bancos não estariam dispostos a emprestar os recursos necessários, dada a atual situação fiscal do GDF. “Hoje, o GDF não tem capacidade de fazer uma operação de crédito sem aval do Tesouro; e, sem o aval do Tesouro, ninguém vai dar crédito para o GDF”, afirmou.
Crise no BRB e ativos fraudulentos
O BRB enfrenta uma grave crise de caixa, resultado da aquisição de ativos fraudulentos do Banco Master. A Polícia Federal (PF) revelou que a passagem de títulos sem lastro foi facilitada pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que recebeu em troca seis imóveis de luxo avaliados em R$ 146 milhões.
Ceron reiterou que a questão do BRB é um problema do GDF, alinhando-se à posição do ministro Dario Durigan, que também descarta a possibilidade de federalização da estatal. Ele ainda mencionou que a garantia para um crédito de até R$ 6,6 bilhões poderia vir da participação do DF no Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).
Por fim, Ceron enfatizou que não há uma decisão atual sobre ajudar o GDF com crédito, reafirmando que a situação do BRB está intimamente ligada ao caso do Banco Master. “Isso é importante de separar”, concluiu.
Opinião
A crise do BRB e a falta de uma solução clara por parte do GDF levantam questões sobre a responsabilidade fiscal e a gestão dos recursos públicos no Distrito Federal.





