A população ocupada no agronegócio brasileiro alcançou 28,4 milhões de pessoas ao fim de 2025, estabelecendo um recorde histórico desde 2012, segundo o mais recente Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro.
Elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o boletim revela que a taxa média de desocupação no Brasil foi de 5,6% em 2025, o menor índice anual já registrado.
Crescimento no mercado de trabalho do agro
O número de trabalhadores no agro cresceu em 601.806 pessoas, representando uma alta de 2,2% em um ano, superando o crescimento do mercado de trabalho brasileiro, que foi de 1,7%, equivalente a aproximadamente 1,8 milhão de trabalhadores.
Os pesquisadores indicam que o bom desempenho na agropecuária, impulsionado por recordes de safras e abates, ampliou a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços.
Setores em destaque
Os agrosserviços registraram um crescimento de 6,1%, com 612.056 novas contratações. O segmento de insumos agropecuários também se destacou, com um aumento de 3,4%, resultando em 10.598 novos empregos.
Em contrapartida, o setor primário enfrentou uma retração de 1,1%, especialmente na agricultura, que perdeu 94.547 trabalhadores. No entanto, a pecuária apresentou estabilidade, com um leve crescimento de 0,2%.
Aumento da participação feminina
Uma análise por gênero mostra um aumento na ocupação para ambos os sexos, com alta de 1,9% no número de trabalhadores homens e de 2,6% no número de mulheres, indicando um avanço gradual da participação feminina no mercado de trabalho do agro.
Opinião
O crescimento no setor agropecuário demonstra a importância do agronegócio para a economia brasileira, refletindo não apenas em números, mas também na geração de oportunidades de trabalho.





