O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou detalhes sobre a nova fase do programa Desenrola 2, que visa ajudar as famílias endividadas. Durante sua participação no programa Roda Viva, Durigan destacou que o governo aprendeu com os erros da primeira versão do programa e fez ajustes significativos.
Novas Estratégias do Desenrola 2
O ministro afirmou que ter dívidas é algo natural e até positivo, desde que haja uma boa gestão. Ele enfatizou a importância de como as pessoas se endividam, quais juros aceitam e os prazos de pagamento. Com o Desenrola 2, a abordagem foi simplificada: agora, os bancos buscarão diretamente os potenciais beneficiários, ao invés de realizar leilões de dívidas como na versão anterior.
O Banco Central também contribuiu, lançando resoluções que obrigam as instituições financeiras a fornecer informações claras sobre dívidas e promovendo a educação financeira.
Regras e Bloqueios do Programa
Uma das novidades do Desenrola 2 é que os trabalhadores poderão usar até 20% do FGTS para quitar dívidas. Além disso, o Supremo Tribunal Federal validou uma alteração no Código de Defesa do Consumidor em 2021, que protege o mínimo existencial dos devedores.
Outra medida importante é que os participantes do programa serão bloqueados de apostas por um ano. Essa decisão visa proteger os endividados de gastos excessivos em jogos e apostas. Durigan explicou que, ao aderir ao Desenrola 2, o trabalhador autoriza a sua autoexclusão de todas as apostas regulamentadas no país.
Evitar a Inadimplência
O ministro também abordou como o programa pretende evitar a inadimplência. A saída da negativação ocorrerá somente após o pagamento total ou da primeira parcela. O atraso em qualquer pagamento resultará na inclusão do nome nos cadastros de devedores novamente. Durigan acredita que, com os descontos significativos e juros baixos, a inadimplência é algo que deve ser evitado.
Opinião
As novas medidas do Desenrola 2 refletem uma tentativa séria do governo em lidar com o endividamento da população, mas a eficácia dessas ações dependerá da adesão e compreensão dos cidadãos.





