Centrais sindicais e movimentos sociais se manifestaram nesta sexta-feira (1º de setembro), na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, pela aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e por medidas de enfrentamento ao feminicídio no país.
Diversas pessoas criticaram, em camisetas e cartazes, a atuação de parlamentares no Congresso Nacional. O professor da rede pública Marco Antônio Ferreira destacou que um dos desafios é convencer as novas gerações sobre a importância de trabalhar sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diante do crescimento da chamada pejotização, que é a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ).
Aprovação da Proposta de Lei
O governo federal enviou ao Congresso, em meados de abril, um projeto de lei com urgência que tenta colocar em vigor um regime de carga horária de 40 horas semanais. A proposta proíbe corte no salário como resultado da redução da jornada. Segundo a pesquisa O Trabalho no Brasil, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fundação Perseu Abramo e outras entidades sindicais, 56% dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada já teve experiência anterior no regime CLT.
Desafios e Direitos das Mulheres
Em meio à onda de feminicídios e casos de violência de gênero, os direitos das mulheres foram uma agenda importante no protesto. A pedagoga Silvana Santana afirmou que a misoginia agravada pode ser explicada por pensadores que denunciam o projeto colonialista que ainda produz consequências no Brasil. Ela reconhece o valor das medidas do poder público, mas critica que chegaram com atraso e com alcance limitado.
Movimento Vida Além do Trabalho
Atualmente, o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) está em crescimento, ao mesmo tempo que uma parte do empresariado se opõe à redução da jornada de trabalho. Ferreira argumenta que, além de perder tempo de descanso, muitos trabalhadores ficam impedidos de se dedicar a lutas coletivas por direitos, como as que visam acabar com desigualdades sociais.
Opinião
A luta pelo fim da escala 6×1 e ações efetivas contra o feminicídio são essenciais para garantir direitos e dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil.





