Internacional

Irã ameaça EUA com ‘ataques longos e dolorosos’ e controla Estreito de Ormuz

Irã ameaça EUA com 'ataques longos e dolorosos' e controla Estreito de Ormuz

O Irã afirmou nesta quinta-feira que responderá com “ataques longos e dolorosos” contra posições dos Estados Unidos caso Washington retome os ataques. A declaração reafirma o controle do país sobre o Estreito de Ormuz, uma via marítima que controla 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, complicando os planos americanos de formar uma coalizão para reabrir a região.

Após dois meses de conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o estreito permanece fechado, interrompendo o fluxo de energia e elevando os preços globais. Os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 126 por barril, causando preocupações com a inflação e a desaceleração econômica.

Conflito e Cessar-fogo

Desde 8 de abril, um cessar-fogo está em vigor, mas o Irã continua a bloquear a navegação no estreito em resposta a um bloqueio naval dos EUA às suas exportações de petróleo, que são a principal fonte de receita do país. Um alto oficial da Guarda Revolucionária advertiu que qualquer ataque dos EUA ao Irã resultará em retaliações severas.

O presidente Donald Trump deve receber um briefing sobre novas opções de ataque militar, com um prazo até sexta-feira para justificar a extensão da guerra. Analistas acreditam que ele pode optar por uma prorrogação de 30 dias ou ignorar o prazo.

Conversas e Propostas

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, e o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, discutiram a situação na região e as negociações em andamento. A interrupção dos ataques israelenses ao Líbano faz parte do entendimento de cessar-fogo entre Irã e EUA.

A proposta mais recente do Irã inclui adiar a discussão sobre seu programa nuclear até que o conflito seja formalmente encerrado, o que não atende à exigência de Trump de tratar a questão nuclear desde o início.

Implicações Globais

O fechamento do Estreito de Ormuz já causou um aumento significativo nos preços do petróleo e, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, a continuidade dessa situação pode levar a um crescimento global mais lento e ao aumento da pobreza.

Além de bloquear a navegação, o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e bases americanas na região. A situação continua a evoluir, com os EUA considerando a formação de uma nova coalizão para garantir a segurança marítima no Oriente Médio.

Opinião

A escalada das tensões entre Irã e EUA coloca em risco não apenas a estabilidade regional, mas também a economia global, com impactos diretos nos preços da energia e na segurança marítima.