Política

Davi Alcolumbre articula rejeição de Jorge Messias no STF com 42 votos contra

Davi Alcolumbre articula rejeição de Jorge Messias no STF com 42 votos contra

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expressaram surpresa com a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga na Corte, ocorrida em 29 de novembro de 2023. O resultado foi de 42 votos a 34, muito além do que alguns esperavam, que era uma aprovação apertada.

Articulação de Davi Alcolumbre

Entre as causas apontadas para a derrota de Messias, destaca-se a articulação de última hora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Informações indicam que Alcolumbre fez ligações para senadores e prometeu apoio ao Centrão em troca de votos contra a indicação de Messias. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), também esteve envolvido nas discussões.

Ofício de Gilmar Mendes e CPI

Outro fator que pesou contra Messias foi o ofício enviado por Gilmar Mendes à Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual apontava um suposto abuso de autoridade do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do crime organizado. No relatório final, a CPI pediu o indiciamento de Gilmar, Toffoli, Moraes e do procurador-geral, Paulo Gonet.

Reações no STF

O presidente do STF, Edson Fachin, declarou que respeita as prerrogativas do Senado e aguarda o preenchimento da vaga aberta. Em contrapartida, o ministro André Mendonça lamentou a rejeição, afirmando que o Brasil perdeu a oportunidade de ter um grande ministro no Supremo. Mendonça e Nunes Marques foram alguns dos que tentaram articular a aprovação de Messias, que contava ainda com o apoio de Cristiano Zanin.

Opinião

A rejeição de Jorge Messias no STF revela a complexidade das articulações políticas no Senado e os desafios enfrentados por candidatos à Corte.