O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira que a segunda fase do programa Desenrola 2 permitirá que trabalhadores utilizem até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. A medida é uma resposta ao crescente endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 49,9% em fevereiro de 2026.
Detalhes do programa
De acordo com Marinho, o recurso será destinado exclusivamente para dívidas e sairá “carimbado” da conta do FGTS diretamente para o banco credor, após autorização do trabalhador. Essa ação visa garantir que o montante não seja utilizado para outras finalidades.
Impacto econômico
O impacto total estimado da medida é de R$ 4,5 bilhões, um fator importante considerando a situação financeira atual das famílias. O programa Desenrola 2.0 é voltado para trabalhadores vinculados à CLT que recebem até quatro salários-mínimos, o que equivale a cerca de R$ 8 mil.
Contexto político
A iniciativa faz parte das apostas do governo na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o endividamento em níveis recordes, o governo espera que essa medida traga alívio para os trabalhadores e melhore a situação econômica das famílias.
Opinião
A proposta de utilizar o FGTS para quitar dívidas é uma estratégia que pode ajudar muitos trabalhadores, mas é essencial que haja um acompanhamento para garantir que essa medida realmente traga benefícios sem comprometer a segurança financeira futura dos cidadãos.





