O pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), se destacou no Fórum Paulista de Desenvolvimento, realizado em Itu (SP) no dia 27 de abril de 2026. Durante o evento, ele se posicionou como um pacificador em relação às divergências com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Caiado enfatizou que cada pré-candidato tem seu estilo, mas o seu é de governar pacificando. Ele ressaltou a importância de um código de ética para magistrados, uma proposta que Zema considera inútil, defendendo soluções mais radicais, como o impeachment de ministros do STF.
O embate entre Zema e o STF, que se intensificou após críticas diretas ao ministro Gilmar Mendes, foi um ponto central nas declarações de Caiado. Zema, que foi alvo de um pedido de inclusão no inquérito das fake news, se distanciou da proposta de Caiado e do presidente do STF, Edson Fachin.
Caiado, ao se posicionar como pacificador, não descartou a possibilidade de cassação de mandatos pelo Senado, mostrando que, apesar das diferenças, busca um caminho de diálogo e respeito entre os pré-candidatos de direita, que incluem também Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Renan Santos (Missão).
A dinâmica política aponta para uma possível ofensiva antipetista em um eventual segundo turno, com a participação de figuras como Lula (PT) do outro lado. A polarização entre os candidatos de direita e a extrema-esquerda socialista, representada por nomes como Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP), também se faz presente no cenário eleitoral.
Opinião
A postura de pacificação de Caiado pode ser um diferencial em um cenário tão polarizado, mas será necessário ver como isso se traduz em ações concretas diante das tensões políticas.





