Eleições

Paulo Serra tenta reverter rejeição e se destaca em evento com Ciro Gomes

Paulo Serra tenta reverter rejeição e se destaca em evento com Ciro Gomes

Paulo Serra, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, enfrenta um grande desafio nas eleições de 2026. De acordo com a pesquisa do Paraná Pesquisas, apenas 0,1% dos eleitores lembraram de seu nome em um cenário espontâneo, revelando a dificuldade que o partido tem para se posicionar no imaginário dos paulistas.

No último sábado, dia 25 de abril de 2026, Serra reuniu 500 pessoas no Clube Juventus, na Mooca, onde contou com a presença do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Durante o evento, Serra declarou estar “à disposição para um projeto maior” em São Paulo, embora a pesquisa mostre que, no cenário estimulado, ele possui apenas 4,6% das intenções de voto, enquanto o atual governador, Tarcísio de Freitas, lidera com 47,8% e Fernando Haddad aparece com 33,1%.

A rejeição de Serra é alarmante, alcançando 17,3%, quase quatro vezes maior que sua intenção de voto, o que representa uma das piores relações entre os candidatos testados no estado. O PSDB nega qualquer aproximação com o PT para as eleições de 2026, reafirmando sua posição de centro e a candidatura própria de Serra como um caminho definido.

Nos bastidores, Serra tem se movimentado para tentar mudar sua situação. Ele visitou Tarcísio de Freitas e conversou com Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, buscando articular uma estratégia que mantenha o partido no centro da política sem se comprometer com nenhum dos polos dominantes.

Além disso, Ciro Gomes se comprometeu a fazer campanha por Serra em São Paulo, o que pode ser um ponto crucial para a candidatura tucana. A decisão de Ciro sobre a disputa à presidência, prevista para maio, poderá transformar a equação do PSDB de uma questão puramente paulista para uma questão nacional, uma vez que ele pode atrair eleitores que ainda não estão fidelizados aos candidatos principais.

Opinião

A situação do PSDB em São Paulo é um reflexo da dificuldade que partidos tradicionais enfrentam em se reinventar em um cenário político cada vez mais polarizado. A rejeição a Serra indica que o partido precisa urgentemente de uma nova narrativa para reconquistar a confiança do eleitorado.