O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo espera a adesão de dezenas de milhões de pessoas ao programa de renegociação de dívidas, Desenrola 2.0, cujo lançamento está previsto para esta semana. Durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, Durigan destacou que os bancos se comprometeram não apenas a oferecer crédito, mas também a promover a educação financeira.
Descontos e taxas de juros
O programa Desenrola 2.0 oferecerá descontos de até 90% nas dívidas, com taxas de juros variando entre 6% e 10% ao mês para modalidades como cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial. O ministro enfatizou que o governo está exigindo que as taxas sejam muito menores do que as atualmente praticadas.
Saques do FGTS e restrições
Além disso, Durigan confirmou que haverá a possibilidade de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. No entanto, ele alertou que esses saques terão limitações e estarão vinculados ao pagamento das dívidas do programa. “Agora, a possibilidade de uso do FGTS é para quitar a sua dívida”, explicou.
Alerta sobre recorrência de renegociações
O ministro também fez um alerta importante: a população não deve contar com a recorrência de renegociações de dívidas. Durigan afirmou que o programa não se trata de um Refis periódico e ressaltou a necessidade de educar as pessoas sobre a gestão de dívidas. Ele destacou que a situação atual é excepcional e não deve ser vista como uma oportunidade contínua de renegociação.
Opinião
A implementação do Desenrola 2.0 pode ser uma chance significativa para muitas famílias, mas é essencial que a educação financeira caminhe junto para evitar novos endividamentos no futuro.





