A Polícia Civil prendeu um homem de 41 anos em Campo Grande, MS, após ele agredir e ameaçar sua companheira. O caso ocorreu na manhã de sábado, 25, por volta das 10h40, quando a vítima, após ser socorrida por vizinhos, conseguiu ir à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para denunciar o autor.
Identificado apenas pelas iniciais D.M.S., o homem demonstrou comportamento agressivo motivado por ciúmes, xingando e humilhando a mulher com agressões verbais. A situação se agravou, e ele passou a agredi-la fisicamente, desferindo socos e enforcando-a, resultando em lesões no rosto, cotovelo, joelho e pescoço da vítima. Além disso, ele a ameaçou de morte com uma barra de ferro, afirmando que cometeria feminicídio.
Felizmente, a mulher conseguiu pedir ajuda e foi socorrida por vizinhos. Após o ocorrido, ela prestou queixa contra D.M.S. na Deam e revelou que não era a primeira vez que esse tipo de violência ocorria em seu relacionamento. A equipe policial, com base nas informações, localizou o autor e o prendeu em flagrante na tarde do mesmo dia. Ele foi autuado pelos crimes de lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, e permanece à disposição da Justiça.
Nova Lei de Proteção às Vítimas
A nova lei 15.383/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já está em vigor e traz importantes mudanças para a proteção de mulheres e crianças em casos de violência doméstica. A legislação determina que agressores que colocarem em risco a vida de suas vítimas deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.
Além disso, a lei amplia as penalidades para o descumprimento de medidas protetivas, aumentando a pena de um terço à metade, que antes variava de dois a cinco anos de reclusão. A nova norma também estabelece que a vítima receberá um dispositivo de alerta que notificará em tempo real sobre a aproximação do agressor, utilizando geolocalização para monitorar o cumprimento das áreas de exclusão.
Opinião
A aplicação rigorosa da nova lei é essencial para garantir a segurança das vítimas e prevenir casos de feminicídio, refletindo um avanço nas políticas de proteção.




