A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o avanço de adversários nas pesquisas eleitorais levaram o governo a acelerar uma agenda de medidas de forte apelo popular, como o fim da escala 6×1 e a revisão da chamada “taxa das blusinhas”. A pesquisa Quaest de 15/04/2026 mostra que Lula tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. No cenário de segundo turno, Flávio aparece com 42%, contra 40% de Lula.
Medidas de impacto imediato
O governo intensificou discussões sobre medidas que possam ter impacto direto no cotidiano da população, visando produzir efeitos rápidos na percepção do eleitor. O fim da escala 6×1 foi classificado como prioridade, já que pode reunir alto potencial de adesão popular. Para acelerar a tramitação, o governo enviou um projeto de lei com urgência constitucional, o que gerou mal-estar com a Câmara dos Deputados.
Desaprovação e desafios regionais
Segundo a pesquisa, a desaprovação ao governo é de 52%, enquanto 43% aprovam a gestão. A aprovação no Nordeste é de 63%, mas em queda, enquanto a desaprovação chega a 58% no Sudeste e 62% no Sul. Esses números acenderam o alerta no Palácio do Planalto sobre a capacidade de Lula de manter sua vantagem eleitoral tradicional.
Revisão da taxa das blusinhas
Além do fim da escala 6×1, o governo também discute a revisão da “taxa das blusinhas”, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. Essa taxa se tornou um símbolo de insatisfação popular, e a análise sobre sua revogação é conduzida pela ala política do governo. O ministro José Guimarães é favorável à revogação, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin adota um tom cauteloso.
Opinião
O cenário eleitoral se torna cada vez mais competitivo, e as medidas adotadas por Lula podem ser vistas como tentativas de reverter a queda na popularidade e se conectar com as preocupações do eleitorado.





