O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que seu partido poderá debater a redução da jornada de trabalho após as eleições de 2026. Ele mencionou que a proposta em discussão é a redução de uma hora de trabalho a partir de 2027, o que não teria um impacto econômico direto, segundo suas declarações.
As propostas de Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) foram consideradas por Cavalcante como “horrorosas”. A ideia de Hilton é a mais ousada, sugerindo uma escala de quatro dias de trabalho seguidos por cinco dias de descanso. Lopes, por sua vez, propõe cinco dias de trabalho para dois de descanso, alinhando-se com o que o governo pretende apoiar.
Contexto Político
O debate sobre a jornada de trabalho 6×1 está sendo visto como uma vitrine eleitoral, especialmente pela equipe do presidente Lula (PT). Apesar das preocupações do setor produtivo sobre o impacto no Produto Interno Bruto (PIB), a oposição tem evitado condenar o tema, devido ao seu apelo popular.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais, permitindo compensações de horários através de acordos coletivos. O relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Paulo Azi (União-BA), defendeu a necessidade de uma regra de transição e compensações pagas pelo Estado às empresas afetadas.
Opinião
O debate sobre a jornada de trabalho é crucial e reflete não apenas as necessidades dos trabalhadores, mas também as estratégias políticas em um ano eleitoral.





