O Governo Federal do Brasil intensificou suas ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, alcançando a marca de 10.052 ações registradas entre março de 2024 e abril de 2026. As operações visam desmantelar a cadeia de apoio logístico dos invasores e têm gerado um impacto significativo, com um prejuízo estimado em R$ 683 milhões para a atividade ilegal.
Resultados das Operações
Durante esse período, as forças federais destruíram 2.155 motores, 558 geradores e 845 acampamentos, além de inutilizar 290 embarcações e 51 aeronaves. As operações também resultaram na apreensão de 835 quilos de mercúrio em menos de 15 dias, o que representa um esforço significativo para evitar a contaminação de rios e alimentos na região.
Operação Maamaxi Xawara e Outras Iniciativas
Entre os dias 4 e 12 de abril de 2026, a Operação Maamaxi Xawara foi realizada, focando em áreas de pressão garimpeira, como o Baixo Catrimani. Essa operação, coordenada pela Casa de Governo, teve como objetivo a localização e inutilização de estruturas utilizadas pelos invasores, reforçando a pressão contínua sobre a TI Yanomami.
Redução nas Áreas de Garimpo
As ações do governo resultaram em uma impressionante redução de 98% nas áreas de novos garimpos na Terra Indígena Yanomami. Essa diminuição é um reflexo da estratégia de sufocamento logístico e fiscalização contínua, que visa inviabilizar a reocupação de áreas e reduzir a capacidade operacional do garimpo ilegal.
Impacto das Apreensões e Detenções
Ao longo das operações, foram realizadas 363 detenções ou prisões e apreendidas 154 armas e 3.484 munições. O controle das rotas de abastecimento e a fiscalização de veículos e aeronaves têm sido fundamentais para o sucesso das operações.
Opinião
A intensificação das ações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami é um passo importante para a proteção ambiental e dos direitos dos povos indígenas, mas a continuidade e efetividade dessas operações são essenciais para garantir a proteção integral do território.





